Estamos nos referindo a Anivaldo Padilha e Éneias
Togni. O primeiro fora duramente torturado nos porões do (DOI -codi), por
buscar a justiça social no período da ditadura. Em suas palavras dizia:
"Não posso fazer isso.’Como eu poderia trazê-‐los para
passar pelo que eu estava passando?” Padilha foi torturado por mais de 20
horas.
Já Eneias Togni aos 97 anos diz: “Não me arrependo
(de ter se alinhado ao discurso dos militares). Eles fizeram um bom trabalho,
salvaram a Pátria do comunismo”.
Este é um pequeno exemplo de uma questão que permeou o movimento evangélico no Brasil no período da ditadura militar. Muitos lideres evangélicos se tornaram informantes dos militares e delataram até mesmo membros de sua própria congregação. Estes delatados no entanto, parece que estavam contra o discurso dos militares, que em certo sentido parecia ser tão alienador quanto o comunismo.
Em suma, embora o comunismo fosse uma questão
nociva para o Brasil, vários aspectos da ditadura também o foram. E parece-nos
que homens de mesma fé acabaram por polarizar um aspecto ou outro.
O lamentável disso tudo, são as atrocidades
cometidas contra homens e mulheres quer simpatizantes da ditadura ou não. Mais
lamentável ainda é saber que tal problema entranhou também no seio da igreja.


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