segunda-feira, 18 de novembro de 2013



Estamos nos referindo a Anivaldo Padilha e Éneias Togni. O primeiro fora duramente torturado nos porões do (DOI -codi), por buscar a justiça social no período da ditadura. Em suas palavras dizia: "Não posso fazer isso.’Como eu poderia trazê-los para passar pelo que eu estava passando?” Padilha foi torturado por mais de 20 horas.
Já Eneias Togni aos 97 anos diz: “Não me arrependo (de ter se alinhado ao discurso dos militares). Eles fizeram um bom trabalho, salvaram a Pátria do comunismo”. 

Este é um pequeno exemplo de uma questão que permeou o movimento evangélico no Brasil no período da ditadura militar. Muitos lideres evangélicos se tornaram informantes dos militares e delataram até mesmo membros de sua própria congregação. Estes delatados no entanto, parece que estavam contra o discurso dos militares, que em certo sentido parecia ser tão alienador quanto o comunismo.
Em suma, embora o comunismo fosse uma questão nociva para o Brasil, vários aspectos da ditadura também o foram. E parece-nos que homens de mesma fé acabaram por polarizar um aspecto ou outro. 
O lamentável disso tudo, são as atrocidades cometidas contra homens e mulheres quer simpatizantes da ditadura ou não. Mais lamentável ainda é saber que tal problema entranhou também no seio da igreja.